O Tribunal do Júri da Comarca de São Luiz Gonzaga condenou, na última sexta-feira (20), três homens denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul por homicídio qualificado. A sessão de julgamento se estendeu por mais de 15 horas, culminando em penas de 24 anos e 4 meses, 31 anos e 5 meses e 36 anos e 8 meses de prisão. Somadas, as condenações ultrapassam 92 anos de reclusão.
Conforme sustentado pelo MPRS em plenário, os réus planejaram o assassinato e utilizaram um adolescente de 15 anos para executar a vítima. Os jurados acataram integralmente as teses apresentadas pela acusação.
De acordo com a investigação, o crime teve origem em um contexto de disputas ligadas ao tráfico de drogas no município. Meses antes, o irmão e o sobrinho da vítima haviam sido condenados pela morte de um homem apontado como liderança do tráfico local. Sem conseguir atingir diretamente os responsáveis por aquele homicídio, o trio decidiu retaliar contra a vítima, que havia acolhido os familiares após ameaças e represálias.
No dia do assassinato, o adolescente foi orientado a se apresentar como vendedor de frutas para se aproximar da vítima. Aproveitando-se do momento em que ela descansava, pouco depois do meio-dia, o jovem entrou na residência e efetuou três disparos de arma de fogo, causando morte imediata.
Após o ocorrido, diligências conduzidas pela Brigada Militar e pela Polícia Civil resultaram na prisão dos três homens e na apreensão do menor envolvido.
Além desta condenação, os réus também respondem por organização criminosa em processo decorrente da Operação Madrinha, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – Missões, que investigou a atuação de grupo ligado ao tráfico e levou à prisão de três agentes penais.
A atuação no plenário foi conduzida pelo promotor de Justiça Henrique Maciel Knipp, com apoio do Núcleo de Apoio ao Júri (NAJ), representado pelo promotor Valério Cogo. A denúncia inicial havia sido apresentada pelo promotor de Justiça Fabrício Diesel Perin.