Economia
Lojas físicas enfrentam desafio do e-commerce e buscam novas estratégias para atrair consumidores
01/12/2025 10:35

 

A concorrência entre lojas físicas e o comércio online está mais intensa do que nunca. Com a expansão acelerada das compras digitais, o varejo tradicional tem sido obrigado a se reinventar para manter a atenção do consumidor — que hoje exige preço competitivo, conveniência e uma experiência diferenciada de compra.

Especialistas afirmam que, diante da força do e-commerce, o atendimento nas lojas presenciais precisa ir além do básico. Não basta apenas abrir as portas: é necessário fazer com que a visita do cliente valha a pena, mesmo que isso signifique pagar um preço um pouco maior pelo produto.

Para entender melhor esse cenário, o Sindicato dos Lojistas de Porto Alegre (Sindilojas POA) realizou uma pesquisa com consumidores sobre suas intenções de compra na Black Friday. Os resultados revelam que o cliente está mais exigente e que o varejo físico precisa de criatividade e estratégia para recuperar espaço.

O que o consumidor espera das lojas físicas?

O levantamento mostra que 26,5% dos clientes querem preços menores do que os encontrados no digital, evidenciando que a competitividade no valor ainda é determinante para a decisão de compra.

Outros fatores importantes citados pelos entrevistados incluem:

  • Atendimento humanizado (6,8%)

  • Experiências exclusivas nas lojas (3,3%)

  • Facilidade de pagamento (3,3%)

  • Testes dos produtos (3,3%)

  • Mais descontos (3,3%)

  • Marketing mais forte (1,3%)

  • Entrega sem custo de frete (1,3%)

  • Variedade de produtos (1,3%)

Além disso, uma parcela significativa dos consumidores ainda não sabe exatamente o que espera das lojas físicas: 61,1% não responderam à pergunta, demonstrando que o setor vive um momento de transição e incerteza.

Perspectivas mais otimistas pós-Black Friday

Mesmo com os desafios, o Sindilojas POA avalia com otimismo o período após a Black Friday e projeta números positivos para o Natal. A estimativa é que as vendas cheguem a R$ 4,8 bilhões, crescimento de cerca de 10% em relação a 2023.

Também há expectativa de geração de aproximadamente 86 mil vagas temporárias até o fim do ano, impulsionadas principalmente pelo setor de serviços — responsável por metade dos postos criados.

Outro ponto de otimismo está na melhora do mercado de trabalho. A média salarial do trabalhador brasileiro chegou a R$ 3.103 em 2025, o maior valor desde 2014, acompanhando o aumento de renda e o pagamento de benefícios como o 13º salário.

O comércio físico, apesar das dificuldades, vê no fim do ano uma oportunidade para recuperar parte das perdas e fortalecer a relação com os consumidores.

Autor: Vinícius Sallet

Fonte: ZH

Mais notícias - Economia