A Comissão Estadual dos Festejos Farroupilhas começou oficialmente, na última terça-feira (10), a organização das comemorações tradicionalistas do próximo ano. O encontro marcou a definição do tema que irá nortear as atividades de 2026: “Herança Jesuítica e Guarani no Rio Grande do Sul: 400 anos de cultura e tradição”, referência direta ao quadricentenário das Missões.
A reunião contou com a presença do secretário estadual da Cultura, Eduardo Loureiro, que ressaltou o caráter coletivo e interinstitucional da comissão, formada por representantes de 19 entidades e órgãos públicos. Ele também destacou a relevância histórica do assunto escolhido para conduzir as celebrações farroupilhas do próximo ano.
Segundo o secretário, abordar a trajetória das Missões significa revisitar um dos pilares da formação social, cultural e econômica do Rio Grande do Sul. Ele enfatizou que a experiência vivida por jesuítas e indígenas Guarani nas Reduções representou um modelo singular de organização comunitária, cujo legado ainda influencia a identidade e o tradicionalismo gaúcho.
Durante o encontro, a coordenadora de Tradicionalismo Gaúcho da Secretaria da Cultura (Sedac), Denise Gress, foi reconduzida à presidência da Comissão Estadual. A vice-presidência ficará a cargo de Ivana Maria Genro Flores, enquanto Aquiles Barboza assume a função de secretário do colegiado.
Para Denise, a escolha do tema reforça a base histórica que sustenta a cultura gaúcha. Conforme destacou, as raízes do tradicionalismo estão profundamente ligadas às Reduções Jesuíticas, marco fundamental da formação cultural do Estado.
A fundamentação histórica da proposta foi apresentada por José Antônio Borges, conhecido como Xirú Antônio, ao lado dos historiadores Márcia Borges e Cesar Tomazini, que conduziram a pesquisa que embasou a definição temática.
A próxima reunião da comissão está marcada para o dia 24. Na pauta, estarão a indicação do patrono ou patrona dos Festejos Farroupilhas 2026 e a definição das regras para o concurso que escolherá a música-tema das celebrações.
Com o tema já definido, o tradicionalismo gaúcho inicia um novo ciclo de preparação, desta vez voltado a relembrar e valorizar os 400 anos da presença missioneira na história do Rio Grande do Sul.