Agronegócio
RS vive preços históricos para o cordeiro: entenda os motivos da alta
25/11/2025 07:52

 

O Rio Grande do Sul atravessa um momento de preços históricos para o cordeiro, cenário que tem chamado a atenção dos produtores e de todo o setor da cadeia ovina. De acordo com indicadores recentes, as médias de preço chegaram a R$ 12,15 (dado semanal da Emater) e R$ 13,08 (outubro, Cepea/Esalq-USP). Na prática, porém, o mercado já registra valores ainda mais altos.

Segundo o médico veterinário e consultor Daniel Barros, há variações entre R$ 13 e R$ 15 por quilo, com média próxima de R$ 14, um valor considerado recorde. Ele explica que a diferença se deve ao clássico desequilíbrio entre oferta e demanda.

É em função da redução de rebanho no RS. E um dos principais fornecedores, que é o Uruguai, também reduziu — afirma Barros.

A presidente da Câmara Setorial da Ovinocultura da Secretaria Estadual da Agricultura (Elisabeth Lemos) destaca ainda o avanço no consumo da carne de cordeiro nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Como não temos quantidade suficiente para suprir esse mercado, os preços sobem e isso valoriza bastante a carne de cordeiro — explica.

Incentivo e perspectivas

O novo patamar de preços pode estimular a atividade, hoje marcada por um perfil mais intensivo e pela migração de produtores vindos de outras proteínas, além do crescimento da integração lavoura-pecuária.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), Edomar Gressler, observa que o movimento atual coloca o produtor em posição mais vantajosa:

O que está acontecendo agora é praticamente a valorização do produtor.

O Rio Grande do Sul já teve o maior rebanho ovino do país entre 1970 e 1980, quando a produção ultrapassou 14 milhões de animais. Hoje, com demanda crescente e oferta limitada, o setor vê uma oportunidade importante de retomada.

Autor: Vinícius Sallet

Fonte: ZH

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