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Profissionais de Santo Antônio das Missões aderiram a paralisação nacional da educação
15 de maio de 2019 às 11:05
Profissionais de Santo Antônio das Missões aderiram a paralisação nacional da educação
Professores, funcionários e alunos realizam concentração no Colégio TBG (Foto: Eliara Cruz)

Diversas entidades representativas dos professores e funcionários do ensino público realizarão nesta quarta-feira, 15 de maio, a Greve Nacional da Educação, com atos e manifestações em todo o país, em defesa da educação pública de qualidade e contra a reforma da Previdência.

Em Santo Antônio das Missões, professores e servidores da rede estadual de educação, mais especificamente, do Colégio Tolentina Barcelos Gonçalves, Joaquim Nascimento Barcelos e Achilino de Santis, bem como, os alunos aderiram à paralisação nacional. As atividades letivas estão paralisadas nesta quarta-feira, dia 15, e a concentração no município, é feita no colégio TBG.

Manifesto é feito de forma pacífica e os sentimentos dos profissionais é expsoto através de cartazes (Foto: Eliara Cruz)

 

Em entrevista ao Grupo Fronteira Missões, Luiz Conceição, professor e membro do Conselho do Cpers 1 por 1000 comenta sobre a adesão à paralisação nacional, dizendo que é em prol de uma educação de qualidade, considerando aos ataques por parte do governo ao sistema educacional, a contrariedade ao corte de 30% dos recursos das universidades, que compromete e dificulta as atividades eletivas do ensino superior, a exemplo da Universidade de Santa Maria (UFSN), Institutos Federais Farroupilhas e demais universidades federais. Ele destaca que a UFSM, uma das mais atingidas da região, além do ensino sofrer com os cortes, também gera empecilhos ao Hospital Universitário, atingindo as pessoas carentes e a saúde.

O professor também destaca que esses cortes afetam muito o ensino público, pois se continuar assim, as pessoas carentes poderão ser impedidas de estarem ingressando no ensino superior,

Quanto a rede estadual e municipal, ele destaca, a necessidade de melhorias para uma educação de qualidade, dizendo que as escolas com Ensino Infantil, Fundamental, Médio e Técnico Profissional também passam a ser atingidas, considerando a possibilidade de corte das verbas do Fundeb, o que é uma verba que o governo envia para as prefeituras e que é destinada para as escolas, - “se essa verba deixar de existir, até as escolas municipais serão prejudicadas”, afirmou.

O Cpers luta contra todo e qualquer retirada de direitos, e neste dia, a paralisação também está focada na reforma da previdência.

O professor pede a compreensão da comunidade escolar dizendo que motivo de hoje não se ter aula é porque a categoria de professores e servidores públicos estão lutando não só pelos direitos deles, mas também pela qualidade de ensino das crianças e jovens do país.

Luiz Conceição ainda informou que em vários municípios da região estão realizando essa paralisação, um dos que aderiram é São Luiz Gonzaga, que hoje, em concentração na Praça da Matriz.

 Caminhada realizada em São Luiz Gonzaga (Foto: Arquivo Pessoal | Michele Saratt)

 

Concomitantemente, ao 9º Grito de Alerta, em Santa Cruz do Sul, a reportagem do Grupo Fronteira Missões, também registrou a mobilização dos professores, conforme foto abaixo.

 Concentração dos profissionais de Educação em Santa Cruz do Sul (Foto: Alcides Machado)

Por Jéssica Ourique

Fonte: Grupo Fronteira Missões